• Galeria Calixto 36

36 perguntas com Fernando Nas

Desde seu amor pelo skate até o medo de trovão, conheça mais sobre o artista que cria obras carregadas de sentimento e empatia. São 36 perguntas sobre ele, seu trabalho e sua visão do mundo.



Sobre o trabalho artístico


1.

Com qual nome você assina suas obras?

Fernando Nas.


2.

Este é um nome artístico?

Sim.


3.

Se sim, de onde surgiu este nome?

Abreviatura do meu sobrenome: Nascimento.


4.

O que te inspira?

Tento estar sempre aberto pra me sensibilizar com tudo pelo qual sou impactado. Pelas ruas (quando se saía rs), cinema, música, uma troca de ideia... Para mim, a inspiração vem de uma busca interna e estes estímulos são gatilhos que me despertam algo, assim consigo traduzir esses sentimentos todos.


5.

O que te move a fazer arte?

Necessidade. Eu sinto que preciso, é uma forma de exteriorizar sentimentos. Traz um certo equilíbrio, ajuda a me compreender melhor e é como sinto as coisas ao meu redor.

6.

Qual a característica do seu trabalho que mais te agrada?

Além do tema que abordo, gosto muito dos detalhes, nem sempre perceptíveis, as vezes mais do que a visão geral. Porém, venho tentando me desapegar um pouco, porque isso diz muito sobre como vejo e sinto a vida, as vezes emprego muito tempo à pequenos detalhes e perco um pouco a noção do todo. Hoje, tento estar mais atento ao plano geral das coisas, pois só assim eu consigo enxergar os pontos que necessitam de mais atenção rs.


7.

O que te bloqueia criativamente?

Obrigatoriedade, imposições, a motivação errada, essas coisas.

Hoje, eu percebo qual meu tempo pra cada coisa e meu processo pra que elas aconteçam. Quando me forço demais a fazer algo, começo a perder a disposição pra fazê-las e me questiono se essa pressa é realmente necessária. Aí percebo que tô tentando corresponder a expectativas que não são minhas e que não estou sendo gentil com meu processo.


8.

Em que situação você é mais criativo?

Quando saio pra andar de skate, momento que mais entro em equilíbrio. E desenhar com meu sobrinho é o momento que mais aprendo.



9.

Qual foi seu primeiro contato com a arte?

Ainda criança, devia ter uns 8 anos, via meu primo andando de skate, e tudo naquele universo começou a me atrair muito: Os desenhos nos shapes, adesivos, camisetas, capa de vinil, o life style, tudo. Cresci um pouco, comecei a andar de skate também e vivenciar mais a rua, prestar mais atenção nos seus detalhes, em como ela se comunicava, nesse momento conheci o graffite e, depois da primeira vez que joguei tinta num muro, muito coisa legal aconteceu.


10.

O que você busca representar na sua arte?

Busco enxergar o outro e a mim mesmo. É um exercício de empatia e autoconhecimento. Por isso é muito gratificante quando alguém sente alguma conexão, ou se sente representada pelo meu trabalho.


11.

Quando você se descobriu artista?

Quando vi que não conseguia mais ficar sem me expressar através da arte.

12.

O que o você de hoje diria para o você do momento dessa descoberta?

Tarde demais.


13.

Você é mais produtivo sozinho ou com companhia?

Sozinho.


14.

Como é sua rotina de trabalho?

Não vivo exclusivamente do meu trabalho artístico. A maior parte do meu tempo, disponho para meu trampo como designer gráfico, diretor de arte e ilustrador, antes como freelancer, mas atualmente fixo.

O tempo que sobra para uma criação autoral é muito curto e meu processo entre maturar uma ideia até a execução de uma série que tenha consistência é mais lento.


15.

Qual sua ferramenta de trabalho favorita?

Atualmente tenho trabalhado com mídia digital, então uso bastante Adobe Photoshop e uma mesa Huion. Mas essencialmente sou muito analógico, preciso de sujeira e contato com matérias, então voltei meus estudos de pintura. E adoro spray.



Sobre o artista


16.

Qual a sua ideia de felicidade?

Viver numa sociedade onde não há racismo na suas estruturas.

17.

Qual seu maior medo?

Não ser útil. Trovão e raio também rs.


18.

Qual talento você mais gostaria de ter?

Eu queria ser dublê de filme.


19.

Qual a sua característica mais marcante?

Tranquilidade.


20.

Qual qualidade você mais admira em você?

Ser cuidadoso.


21.

Qual gíria ou expressão não sai da sua boca?

Mano.


22.

O que considera sua maior conquista?

Contrariar as estatísticas. Poder ser quem sou hoje, mesmo que não tenha sido criado possibilidades para que isso acontecesse. Me refiro a nossa estrutura social.

23.

Qual o seu pertence mais estimado?

Meu skate.


24.

Qual seu prazer culposo*? (*Guilty pleasure: Um prazer culposo é uma mania ou um hobbie de que gostamos apesar de acharmos que outras pessoas vão achar estranho ou bobo.)

Ter um paladar infantil. Tipo misturar arroz, feijão e Toddy.


25.

Qual livro ou filme impactou positivamente sua vida?

Do the Right Thing, do Spike Lee.


26.

Qual superpoder você gostaria de ter?

Onipresença.


27.

Em que ocasião você mente?

Quando suponho que a verdade machucaria mais.

28.

Qual é sua maior extravagância?

Tênis e camisas.


29.

Qual sua ambição?

Viver de arte.



Sobre os outros


30.

Que virtude você considera superestimada?

Liderança.


31.

Que pessoa viva você mais admira?

Minha mãe.


32.

Com qual artista morto você gostaria de bater um papo?

Jean-Michel Basquiat.


33.

Com qual artista vivo você gostaria de bater um papo?

Emicida.



Para finalizar


34.

Qual ensinamento você gostaria de passar para outros artistas?

Continue, independente do que está sendo feito, só faça, no caminho você vai ajustando. Seja gentil com o processo, tenha referências sempre mas evite comparações, cada ser humano é um universo. Suas experiências pessoais importam mais do que você imagina.


35.

O que você aprendeu com outros artistas?

É mais genuíno quando sua arte tá alinhada com seu discurso.


36.

O que você quer deixar de legado?

Se uma pessoa conseguir refletir sobre si através da minha arte, já valeu.

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